Novembro 2010

O silêncio é quando ninguém se ouve. Quem quer dançar e conversar sem ouvir só consegue mover-se e falar. Calas quando te calas, calas quando só falas. A música é um apêndice se ninguém a dançar, uma canção não vale nada se ninguém a ouvir. Se ninguém te ouvir é provável que tu não ouças ninguém. Uma discoteca não é lugar para silêncio. Este mês aprende e ensina a ouvir.

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Alexandre Farto “I was here the whole time”, 2010 Parede esculpida 300 x 400 cm (aprox.)

Alexandre Farto, “I was here the whole time”, 2010
“O Dia pela Noite” é o nome do conjunto de 10 intervenções feitas por 10 artistas plásticos, que durante 10 meses transfor- mam o Lux. É desta maneira que queremos marcar o começo de uma nova década. A trocar “O Dia pela Noite”.
Quando subimos as escadas até ao terraço, para apanhar ar, pode passar despercebida, mas uma das instalações de Alexan- dre Farto (n.1987, Lisboa) criadas para “O Dia Pela Noite” é bem visível quando regressamos, em movimento descendente, de volta ao bar. Lemos claramente as letras escavadas na parede branca à nossa frente anunciando o tempo e a presença de alguma coisa, de alguém ou do próprio espectador – “I was here the whole time”.
As outras intervenções de Farto situam-se igualmente em espaços de transição, de caminho para. “Fading Remains” apresenta-nos um skyline lisboeta trazido para o interior, nas escadas que descem para o piso térreo, e a meio do caminho temos “Glimpse”, uma instalação vídeo que parece pulsar e anunciar o som vindo da discoteca…
SP

alexandrefarto.com Cortesia do artista, Vera Cortês Agência de Arte e Lazarides Gallery.

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