TIGA

28. ABR / SEX

TIGA

Para Tiga, uma actuação como DJ é um exercício infinito de morte do ego: há que conseguir ter o equilíbrio fino entre entreter e preocupar-se profundamente com um público e, ao mesmo tempo, estar-se a lixar para o que eles acham de si.
É este equilíbrio que, continua o próprio, torna o DJing a profissão mais moderna e culturalmente relevante. Ser DJ é ser totalmente apaixonado pela música, escolher cada disco com o peso e importância de se estar enamorado por ele, por cada um deles, sob pena do resultado final sofrer em qualidade. O DJing é, assim, puro amor. Cru.
A brutal honestidade de um veterano é sempre bem aceite (ou deveria) numa época em que o papel dos DJs como superestrelas pode desviar um pouco, tanto quem sobe às cabines como quem está no público. Mas Tiga, ele mesmo uma superestrela em actividade desde os anos 90, declara-se um eterno romântico e recusa-se a vestir o papel de um personagem maior que a Música em si. Impossível.
Nosso velho conhecido e convidado, já era hora de o desafiarmos a, por uma noite, ser o nosso programador. Esta Green Ray acolhe um DJ e produtor que constantemente é capaz de se reinventar sem perder a espinha dorsal nem se limitar a seguir as últimas modas. Ele dita tendências e no fundo faz o que bem lhe apetece – desde covers de Nelly até músicas sobre loiras (no último álbum, o fresco “No Fantasy Required”). Ele é House, Techno, Electro, synths rasgados e vocais vaidosos, é único, é Tiga. A comandar os planos na noite do raio verde.
- Inês Duarte

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